18 de out. de 2012

A última dança



Vivemos em uma época onde nada realmente parece ser o que é, onde tudo e quase todos tem preço, onde o valor varia dependendo da estrutura física, onde um corpo sarado vale mais que um curso de nível superior, por exemplo, podemos nos vestir de mulher na balada, e na calada da noite nas salas de bate papo ganhar um extra, ditarmos nossas regras, e impormos o nosso valor que seja mais ou menos que 80,00R$, mas que seja o nosso valor pessoal,e que nunca seja superior ao nosso caráter, afinal cada um sabe o quanto vale, nós seres humanos estamos em constante mutação, eu posso ter uma preferência sexual determinada, e na hora do aperto ser ativa no chat da UOL. Tudo na vida é mutável. Tudo na vida é um processo, eu nunca vou consegui entender, mas respeitar isso sempre o farei. Seria injusta, logo eu, julgar muito menos condenar o comportamento alheio, o que cada um faz da sua vida em particular. (Do Aurélio: Particular; Que é peculiar a uma pessoa ou coisa, pró-pio específico, que não é de uso público, reservado, íntimo.) Passivas sejam sensatas. Mas aparti do momento que externamos nossa imagem na rede, o que é divulgado se torna público, desde uma simples foto, a um Printscn. (''Cada pessoa maior de idade é responsável pelos seus atos, seja no mundo real, ou virtual, a pessoa ou instituição que divulga imagens pessoais na rede, automaticamente está sujeita a arcar pelas suas atitudes, o uso de imagens, de terceiros sem autorização é crime se for constatado o extravio dos dados diretamente de seu computador particular, pode ser enquadrado como furto de informações pessoais, invasão de privacidade, vincularem a imagem a ofensas racistas, preconceituosas, que incitem ao crime, e agressão''. Dr. Augusto Cezar Cerqueira, formado em ciências da computação, e pós-graduado em crimes virtuais, professor acadêmico da universidade de Brasília. Cita como exemplo o caso de Xuxa que perdeu para o Google, a causa que impedia a pesquisa de fotos da apresentadora nua, causa essa perdida pela mesma.) O fato é que todas têm histórias e passados, comprometedores ou não, temos que saber a quem contar, e onde expor. Vamos falar agora de respeito. Mais uma vez entra o quisto rever conceitos, até então tinha uma antipatia por Adriano Guedes, acreditava ser uma pessoa insuportável, o que fazer quando educação se tem de berço, fiz um comentário com certo tom de veneno sobre Adriano certa vez, e já estava pronta para o atraque e ameaças, o que ele fez?! Pasmem, gargalhou do comentário e liberou quatro entradas para eu sortear na minha página no face, tudo se torna tão minúsculo e insignificante quando lhe damos com pessoas de postura,é isso que me faz viver e existir,é rir dos nossos erros, entender nossos defeitos e compartilhar nossas alegrias. Já fazemos parte de uma minoria, já somos uma porcentagem tão pequena nessa sociedade.
Eu, a diva, poderosa Luanna transex nasci da mesma forma a qual nasce as grandes ideias, de um "estalo". Cada um de nós que nos relacionamos no dia a dia, com o tempo adquirimos boas e más impressões sobre o próximo, impressões essa que devemos respeitar, aceitar cada um com sua diferença. Isso é respeitar a diversidade, e porque não explorar a diversidade dentro da diversidade. Surgi na vida de vocês de uma forma despretensiosa, com essa onda de face book, twiiter ganhei espaço na língua de algumas e no coração de outras. O blog começou a bombar, a ter muitas visualizações, e foi ganhando espaço. Perfis denunciados e excluidos perderam as contas, mas sempre que uma passiva perguntava por mim, eu me sentia amada, e lá vai a Luanna nascer e renascer. Resumindo gente, nunca quis ofender, insultar, magoar ou ser cruel com alguém, desrespeitar ou algo do tipo. Nunca invadi computadores, roubei fotos ou informações. O que foi externado já estava na mídia, na rede na boca das nervosas. O que me resultou no fim das contas, algumas inimizades, que só foram superadas pela possibilidade de conhecer melhor algumas de vocês. Luanna me aproximou de Menott, me mostrou o quando bom e carinho ele é, Luanna me deu a oportunidade de conhecer a Zumzum que poucos conhecem, a empresa durante o dia, o empresário que contrata, tem funcionários, que mantém famílias que paga caro por profissionais e artistas para dar a vocês a oportunidade de ter o que há de melhor na cena gay nacional, cada um, que às vezes reclama da falta de mais boates, do preço que pode ser caro, do espaço pequeno não tem ideia do trabalho que é manter uma casa noturna. De se manter vivo e atuante na noite, a Zumzum todos há de concordarem é boate a noite, e durante o dia mantém as portas abertas para novos artistas, agendaram shows, mostrarem seus talentos, artistas inesquecíveis como Jheny Silverstone e Messa Jackson,que grandes momentos das suas vidas certamente viveram nas noites celebres da Zumzum. Luanna me mostrou que Coxa é persistente, batalhador, dá o seu melhor a cada novo evento, me mostrou também que os que o critíca, certamente já viveu também noites de glória em alguma GLive e sua disputa com a Zumzum, é combustível para ele como para Menott dá o melhor de si para  atuar em grandes eventos, e mais uma vez é o público de Cuiabá que ganha com isso, sempre. Eu que tinha total aversão ao Adriano Guedes hoje o respeito, o admiro pela determinação em oferecer a Cuiabá boa eventos, pela sua forma diplomática em lidar com a concorrência, priorizando sempre sua amizade ao invés da ganância. Luanna me possibilitou a conhecer essas pessoas fora da noite, essas e tantas outras.
Marcelo Paiva, Roberto Mira, Dizão, Luiz Felipe e seu Jovem Log, entre tantos outros. O post que fiz sobre Valentinne e Asshila me abriu portas, foi muito elogiado, e visto por pessoas de São Paulo que tratam de uma coluna que fala do comportamento gay na grande cidade. E possivelmente boas notícias vêm por ai. Só quem me conhece sabe o quando isso é gratificante, terei a oportunidade de dar meu ponto de vistam e discutir com o leitor o que acontece no mundo GLBT. Fico feliz e orgulhoso por ter dividido experiência com vocês, ensinar que se vestir de mulher, é viver seus desejos, mas que fazer a barba antes é necessário, que um tapa na cara pode ser mais que uma agressão e sim uma lição. Muitas emoções e boas gargalhadas. Luanna fez história e sempre fará, ela retorna a Cuiabá nesse próxim para a maior festa da Zumzum Bar Disco, Stúdio54 vem ai com todo seu encanto, com suas clássicas musicas e será sucesso certamente, pelo envolvimento da administração,pela competência de Sarah Mitch em dirigir a produção do show,não há como não se emocionar coma trilha sonora, com o clima da festa,com a luz e com a magia da noite,por isso eu digo,em nome de quem já fez,faz e um dia fará parte da zumzum, seja como artista ou como público esteja no sábado na Zumzum Bar disco e viva mais essa emoção,será a última dança. Faça parte dessa história.